terça-feira, 30 de março de 2010

Costumes antigos para bebes modernos

Materia de hoje da gazeta do Povo: http://www.gazetadopovo.com.br/viverbem/conteudo.phtml?tl=1&id=986142&tit=Costumes-antigos-para-bebes-modernos

Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo / Aysso, de 2 meses, parece 
confortável com a fralda de algodão Aysso, de 2 meses, parece confortável com a fralda de algodão

vida sustentável
Pensar em fraldas de pano dá uma sensação de preguiça. Lembra as mães de 30 anos atrás que, além de todos os cuidados com o bebê, precisavam encontrar tempo e forças para passar as fraldas de pano antes da próxima troca. Sem contar as lavagens rigorosas, o molho, a coarada (deixar com sabão no sol) e até fervura para as mais exigentes. No varal, fraldas branquinhas a perder de vista.
Pois esse e outros antigos costumes da puericultura estão voltando, de forma mais prática e sem alguns exageros. Pen­sando na saúde dos filhos e na promoção de um mundo mais sustentável, pais estão aderindo à versões modernas de fraldas de tecido, mamadeira de vidro e lenços para carregar bebês.



Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo
Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo / Luciana Lima segura o filho 
Aysso em uma versão de sling, os panos de carregar bebês  


Luciana Lima segura o filho Aysso em uma versão de sling, os panos de carregar bebês
O retorno da fraldas de pano aconteceu inicialmente na Europa. A empresária Bettina Lauterbach, que fabrica e vende produtos infantis alternativos, recebeu uma demanda de mães que tinham morado em outros países, como Inglaterra. “Elas me pediam para fabricar fraldas de pano porque era salutar para a criança, já que diminuem bastante as alergias”, conta. Há três anos passou a vender em sua loja virtual, a Fralda Bonita, as peças que produz. O alfinete deu lugar a botões reguláveis ou velcros.
Com estampas chamativas e em vários modelos, as fraldas de tecido estão disponíveis em lojas e sites especializados em produtos sustentáveis. A maior parte tem o formato parecido com a descartável, vêm com a superfície externa impermeável e absorvente de pano, ou de um papel, para ser colocado em contato com a pele do bebê.
A cada troca, a fralda passa por um enxague e fica de molho em sabão neutro. Quando se acumulam fraldas em quantidade razoável, as peças podem ir para a lavagem na máquina. Depois são estendidas no varal, com as outras peças de roupa. “O sabão disponível hoje no mercado é suficiente para dar conta da higienização. Não precisa deixar no sol, passar goma ou produto para clarear. A tecnologia acompanhou as novas fraldas de pano”, diz Betina.

Argumentos prós
O argumento de uso sustentável utilizado pelas adeptas é forte. Pelos cálculos dos defensores, são utilizadas em média 5,5 mil fraldas descartáveis por crianças durante os dois anos e meio iniciais. O que atinge um gasto de R$ 3.575 durante este período. As fraldas descartáveis somam 2% do total do lixo doméstico enviado aos aterros e levam, segundo estimativas, 400 anos para se decompor. Somente em Curitiba, segundo pesquisa realizada pelo espaço Aobá – de acompanhamento de gestantes e pais – uma tonelada de fraldas descartáveis é enviada por dia ao aterro sanitário. “A descartável foi importante em uma época em que as mulheres estavam entrando no mercado de trabalho e tinham nela uma aliada da praticidade. Hoje, algumas pessoas estão modificando seu comportamento por uma questão de consciência e fazendo escolhas que transmitem valores”, diz a psicóloga e doula Luciana Lima, coordenadora do Aobá.
Luciana utiliza as fraldas de pa­­no no filho Aysso, de 2 meses. Im­­porta e vende fraldas feitas de ma­­terial orgânico, vindos da Ale­­ma­nha. “Não adianta pensar so­­men­­te no descarte e sim no processo de produção da fralda. Não pos­so ter todo um discurso consci­­ente e vestir meu filho com roupas feitas em indústrias que desrespeitem meus valores”, diz.
A engenheira civil Sibelle Lara, 35 anos, também optou pelas fraldas de pano desde que Eduardo, 10 meses, nasceu. Diz que elas não dão tanto trabalho quanto parece. “São dez minutos a mais por dia gastos com a lavagem. É uma questão de opção.” Enquanto o filho não for para o berçário, ela vai manter a opção, mas sabe que terá dificuldade de encontrar uma escola que aceite cuidar da criança com fralda de pano.
A alternativa de tecido tem um custo que, segundo os adeptos, se torna vantajoso em pouco tempo. Cada pacote com absorvente, calça impermeável e 18 conjuntinhos de fraldas importadas por Luciana custa R$ 715. Esse valor corresponde ao gasto de quatro meses de fraldas descartáveis. Outra vantagem é que como o próprio bebê se incomoda mais com a fralda de tecido quando suja, já que não há o gel absorvente, acaba por “desfraldar” mais cedo.
O problema começa ao pensar em sair de casa. A descartável acaba sendo inevitável em um passeio, pois não é muito agradável pensar em carregar um saquinho plástico com uma fralda suja de cocô até chegar em casa.
O tecido causa menos alergia desde que seja bem lavado, enxaguado e que não guarde resíduos de sabão, de acordo com a pediatra Clau­­dete Closs. Ela confirma que os pro­­dutos utilizados na fabricação das descartáveis, como o plástico e o gel, podem provocar alergias. “Vai depender da sensibilidade do bebê. Al­­guns desenvolvem aler­­gias com uma marca e não com outra”, diz a médica.

Mamadeiras
Se os argumentos a favor das fraldas de pano são diversos, a mamadeira de vidro gera controvérsias. Seus defensores dizem que uma substância liberada com o aquecimento do plástico, o bisfenol A , está ligada ao surgimento de câncer. Um estudo realizado na Universidade do Missouri (EUA), em 2007, teria comprovado essa ligação. De acordo com a Anvisa, porém, a quantidade de bisfenol estipulada para a fabricação não prejudica a saúde.
Algumas marcas de produtos in­­fantis já fabricam uma versão em vidro que vem com uma capa de silicone para que a mamadeira não escorregue das mãos. O primeiro problema apontado por especialistas é justamente a possibilidade de o vidro se quebrar e machucar os pequenos.
Mas o principal argumento contrário é a contra-indicação das mamadeiras. “A amamentação deve ser exclusiva até o sexto mês e complementada até 2 anos, ou mais. Não precisa de mamadeira, desde que a mãe seja bem orientada”, diz Claudete Closs, coordenadora do programa de aleitamento materno da secretaria municipal de Saúde de Curitiba.
Se por algum motivo a mãe não puder amamentar, o recomendado é que a criança receba o leite colocado em um copo e dado com colher. A questão maior é a higienização da mamadeira, que pela forma, impede a esterilização perfeita, podendo causar infecções, como candidíase.

O bom colo
O costume antigo, associado à comunidades indígenas, de carregar filhos amarrados em pano também tem aparecido cada vez mais nas grandes cidades. Conhecidos como slings (tipoia), os tecidos usados para carregar bebês colocam o corpo da criança colado ao dos pais, dando conforto e acalmando. Também são vendidos em diversos modelos e estampas

Mais informacoes em: www.aobabebe.com

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Biografia

2008 - Conclui a faculdade de Naturoterapia - Enfase em Terapias Orientais; aperfeiçoamentos em Auriculoterapia e Acupuntura Abdominal (UNIBEM-PR) e o Programa Internacional de Educação de Florais de Bach (Instituto Dr Edward Bach). Neste mesmo ano, pude desenvolver as habilidades em Fitoterapia trabalhando na Chá & Arte Ervanário, além projetos paralelos de Massoterapia e Florais.

2009 - Animei oficinas de Shantala e Reflexologia no Espaço Aoba (Curitiba/PR), onde estive até o encerramento das atividades. Fundei a marca e a loja virtual Aho Ervas.

2010 - Participei do Workshop “Nascimento: da fisiologia à prática”, com o obstetra francês Michel Odent e do Encontro "Toda gravidez é sinal de saúde" com a parteira holandesa Mary Zwart. Neste ano, trouxe ao mundo meu 2o filho, num lindo e transformador parto domiciliar.

2011 - Em passagem por Buenos Aires, tornei-me mestra em Magnified Healing. De volta a Curitiba, participei da 1a turma de Formação Profissional em Parto Ativo com Janet Balaskas no Brasil, um privilégio e grande honra, visto que Janet é precursora do Parto Ativo, autora do livro homônimo e fundadora do Active Birth. Iniciei meus estudos em Aromatologia Aplicada à Saúde com Fabian Laszlo. Retornando a Buenos Aires, conheci Alimentação Viva, participando de oficinas com a mestra internacional Gae Arlia.

2012 - Mudei-me para Natal/RN e passei a coordenar as atividades da Casa Aho; conclui a Capacitação em Atenção ao Parto Domiciliar (Recife-PE), curso pioneiro no Brasil.

2013 - Conclui a Formação em Constelação Familiar com Efu Nyaki.

2014 - Tornei-me parte do corpo docente da Capacitação em Parteria Urbana (Cefapp/PE) e da Formação de Doulas Comunitárias (Natal/RN). Fiz curso de Aperfeiçoamento em Yoga para Gestantes.

2015 - Conclui a Formação Profissional em Aromaterapia pela Terra Flor. Iniciei o ciclo de encontros de gestantes da Casa Kids.

Entre em contato pelo email nicnunes@gmail.com e conheça meu trabalho.